Intervalos de 5 minutos
Não querendo pronunciar as minhas ideias numa rede social comum, o meu desabafo aparcerá aqui.

(Escrevi este artigo, mas, por engano apaguei-o. Estou a rescrevê-lo)
Nos dias de hoje, com toda a informação, relacionadas a deliberações do estado, que vemos na Internet, não é possível distinguir as decisões, das propostas ou do falso.
Cada vez mais vejo nas redes sociais opiniões rápidas e precisas sobre o tema do artigo de hoje. Pequenas frases, feitas por alunos, que marcam posição. Todas com o mesmo ponto de vista. 5 minutos de intervalo é inaceitável. A redução de tempo penso que sirva para evitar o contato próximo entre colegas. Quer seja 5, 10 ou 60 minutos, haverá sempre pessoas a conviver. Começo a achar que passar o vírus é como uma atualização do software. "Descarrega em 7 minutos"
Na minha escola, não há nenhum tempo de tolerância entre intervalos, tanto para alunos como professores. Por isso, teremos que estar antes do toque junto do bloco onde teremos aulas. Comer no espaço onde decorrem as aulas, não é uma opção. Existe uma regra, na qual as continas fazem questão de pronunciar a todo o momento, proibindo expressamente a ingestão de alimentos na salas de aula. Os professores apenas permitem a arrumação de material após a campainha tocar e muitos nem isso respeitam. (Com base em normas de 2019/2020, provavelmente adotadas este ano)
Entre descer as escadas, recolher os livros e estojo para a mochila, lavar as mãos (40 a 60 segundos) e voltar a subi-las. Passou mais de metade do tempo.
Quem propõe a leis relacionadas à educação, não sabe o que é estudar numa escola nos dias de hoje. O ministro da educação do nosso país parece ser uma pessoa bastante culta, tem um doutoramento em Bioquímica e especialidade em Biofísica Molecular. Do que lhe serve todo esse estudo, sendo que nada é relacionado com a sua atual profissão?
Não é difícil resolver este celeuma, basta TODOS os alunos, chegarem 5 minutos mais tarde a TODAS as aulas, completando assim os 10 minutos. Contudo, sabemos que tal atitude nunca iria ser tomada. Expor os pensamentos na Internet é mais cómodo, apesar de não resolver nada, tal qual como estou a fazer agora.
Parece que para o ano, ir à rua, no intervalo, será pôr a cabeça fora da janela e apanhar um ar.
Morgana Pereira :)